quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Quanto mede uma corda?



Quanto mede uma corda?



Ao ver este título vão achar que estou maluco e pensar em que tem isso a ver com o oculto. Então já vou responder agora e tentar explicar em seguida, ou melhor; não dá para responder, pois é impossível medir uma corda. 



Quando falamos em medir, o que estamos fazendo na verdade é limitar algo, e ao se limitar algo... estamos menosprezando a exatidão absoluta do que queremos medir. Pense na medida de 1 metro, o que é 1 metro? Essa grandeza evoluiu ao longo da história, desde o apoio sobre as polegadas  (do dedo polegar) dos egípcios, passou pela definição da Academia Francesa de Medidas e chegou até às avançadas medidas  dos laboratórios atuais. 

A Academia Francesa de Ciências com um grupo de investigadores franceses, composto de físicos, astrônomos e agrimensores, deu início a esta tarefa, definiram que a unidade de comprimento metro deveria corresponder a uma determinada fração da circunferência da Terra e correspondente também a um intervalo de graus do meridiano terrestre. Bom, duvido que eles sabiam isso com exatidão! Em 22 de junho de 1799 foi depositado, nos Arquivos da República em Paris, dois protótipos de platina iridiada, que representam o metro e o quilograma, ainda hoje conservados no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (Bureau international des poids et mesures) na França. Em 20 de maio de 1875 um tratado internacional conhecido como Convention du Mètre (Convenção do Metro), foi assinado por 17 Estados e estabeleceu a criação do Bureau International des Poids et mesures (BIPM), um laboratório permanente e centro mundial da metrologia científica, e da Conférence Générale des Poids et mesures (CGPM), que em 1889, em sua 1ª edição, definiu o protótipos internacional de metro . A medida definida por convenção, com base nas dimensões da Terra, equivale à décima milionésima parte do quadrante de um meridiano terrestre. 


Porém, a crescente demanda de mais precisão do referencial e possibilidade de sua reprodução mais imediata levaram os parâmetros da unidade básica a serem reproduzidos em laboratório e comparados a outro valor constante no universo, que é a velocidade de propagação eletromagnética. Assim sendo, a décima milionésima parte do quadrante de um meridiano terrestre, medida em laboratório, corresponde ao espaço linear percorrido pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo correspondente a 1/299 792 458 de segundo, e que continua sendo o metro padrão. Aí sim! Você vai dizer... 'Agora entendi o que é o metro e que precisão!'.


Mas veja, não disse que uma referência não nos ajuda a vivermos em ordem e falarmos a mesma língua, precisamos de padronização, principalmente na ciência... Mas a questão não é essa, o que eu quero dizer é que isso não é a realidade. Ao entrarmos no mundo quântico, no universo microscópico, o que temos é um mundo mais de vazio e de vácuo do que qualquer outra coisa. Comparando-se o tamanho do núcleo de um átomo à sua eletrosfera (onde orbitam os elétrons) podemos ilustrar como um estádio enorme de futebol, cujo centro do campo (aquela marquinha da bola) é o núcleo e todo resto é a eletrosfera. E em todo o resto do estádio é apenas um vazio. 


Então, como o que temos, na mais precisa das medidas, é um universo de vazio... como podemos medir algo? Até onde se sabe, estas entidades microscópicas de núcleons e elétrons também são divisíveis, em quarks... E quem sabe estes também em outras coisas... ?


Isso significa meus amigos, que não, não podemos medir uma corda em sua realidade ou qualquer outra coisa, a não ser para termos uma sombra útil aos nossos olhos. Além no mais, isso se amplia a dizer que nunca, mas nunca tocamos ou tocaremos em alguma coisa... pois esse universo vazio microscópico, foge ao senso e à medição... O que ocorre quando achamos que tocamos algo é apenas um resultado de troca de energia destas diminutas entidades quânticas... e não é algo sólido como nos parece... 

Mas não tem problema, o universo tem sua maneira de ser e só nos cabe, olhar, tentar medir, aprender a amar ... E Não! Não podemos medir uma corda.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Energias "do Mal" e Casas Mal Assombradas

Energias "do Mal" e Casas Mal Assombradas



Meus amigos, vimos que Energias Ocultas existem de certa forma e podem se manifestar, dê a ciência ortodoxa valor ou não à elas. Como vimos, negar o que sentimos na ciência, não significa que ignorarmos sua natureza oculta.

Mas hoje vamos falar de mistérios do além, vamos falar de assombrações, fantasmas, paranormalidade, casas mal assombradas, etc.

Em séculos e séculos, temos em todas as civilizações relatos do oculto, de temas e histórias supra referidos. Mas até que ponto devemos esclarecer o que é realmente de fato ou um caso de fenômeno fantasmagórico do que não é? Bem, vamos tentar esboçar explicações e enumerar alguns tópicos, ora com abordagem científica ora não.

Vamos falar primeiro Casas Mal Assombradas.... É um tema tão intrigante e o qual não faltam páginas e mais páginas, livros e mais livros, filmes e sites sobre o assunto. Mas vamos tentar fugir do trivial e da imagem holywoodiana que temos impregnada em nosso senso. É fato que sempre existiu relatos sobre o fenômeno, vamos ver até onde a ciência alcança com explicação e bons ingredientes, sobre o assunto. 
Diz-se que em uma casa mal-assombrada só ocorrem fenômenos caso coexista no local, ou pelo menos à 100 metros, uma ou mais pessoas... E por quê? Bom, porque uma pessoa é um canal de transmissão, possui energias ocultas e psíquicas que promovem uma manifestação, seja consciente ou inconscientemente. E isso ocorre com mais frequência em casas com meninas em fase de pré- adolescência, pois a energia psíquica guardada em seus inconscientes, devido às mudanças hormonais, de corpo e comportamento e muito forte. Mas e aí...? Aí que um aparelho, como a mente humana, sem sintonia com o mundo exterior e com potência para criar uma manifestação, pode sim, ajudar e captar canais ocultos aos olhos físicos comuns. Tanto que, como correlação ao nosso exemplo, lembrei dos diversos experimentos de que canais de televisão ou estações de rádio fora do ar ou em outras frequências...dizem...pode-se captar vozes, imagens e até faces do além.

Um outro fato curioso é sobre as percepções de algo ruim, algo vigiando, etc. De acordo com uma visão científica... primeiro; é claro, que uma casa velha não agrada ninguém, mas o que é que temos com isso que incomoda? É o fato de que, energias não necessárias ao corpo ou o medo de bactérias são uma reação natural de defesa e segurança do ser. Mas, a questão não é só essa... Energias Estáticas, aquelas que sobram no ar, objetos e fiações antigas e tornam seus arredores ionizados (com excesso de cargas elétricas) são muito frequentes nestes locais...(São aquelas energias como os estalos ao se abrir a porta do carro, ou trocar uma blusa de lã nos dias secos)... Essas cargas que se acumulam em muito mais lugares do que o necessário, podem sim gerar pequenos fenômenos... Mas se estas energias ou campos forem consideravelmente fortes podem até causar uma medo maior. Como exemplo, ao se passar por uma porta cuja fiação próxima dali é antiga e sobrecarregada... isso faz com que campos magnéticos em volta desta fiação produzam alguma 'excitação' energética ao redor ... então o que garante que estes campos, não interajam com nossa mente, induzam algum tipo de descarga nas molécula e átomos ou flash diferenciados nas  sinapses de nosso cérebro, e não nos façam ter medo, insegurança, etc? Um outro exemplo mas simples: quem já não teve a sensação de ao subir uma escada, sentir-se vigiado...? Pois é, seja qual for os milímetros de desnível de uma escada...o cérebro inconsciente entende uma situação com risco de cair, mesmo que imperceptível aos olhos do consciente... E, este medo, fica melhor com a história de estarmos sendo vigiados. Agora imagine em uma casa inteira, e some tudo isso aos ruídos da madeira, do encanamento, dos insetos...etc.

Bom, mas esta parte não é interessante ... só queria frisar que o ser humano pode captar sensações e percepções que podem refletir e gerar estranheza à própria mente e razão, seja qual for o estímulo: físico energético, arquitetônico, visual etc. E que parte é interessante então? É aquele em que os olhos veem, os ouvidos ouvem, quando sentimos na pele, enfim coisas estranhas realmente acontecem sem qualquer explicação científica ou psicológica aparente.

Devo te lembrar, primeiramente, que o que os teus olhos veem é só a fita rodando dentro da filmadora chamada cérebro, mas não significa que o quê não vê, ou não ouve ou não sente, não esteja ali. Os animais, por exemplo, tem alguns sentidos mais aguçados do que os nossos: a exemplo, um cachorro, seu faro ou quando ouve frequências que para nós não são audíveis, as águias enxergam várias vezes o que podemos alcançar com nossos pobres olhos, etc, etc. Então só não podemos nos esquecer disso pois, quem sabe, não temos guardados em nossos instintos animais legados dons e super sentidos manifestos uma vez ou outra.  Mas ainda assim, sobra fenômenos sem explicar...
Eliminando os casos do rascunho acima, vamos entrar no limiar quântico novamente e tentar investigar  o que poderia alimentar estes fenômenos. 

A Física Quântica tem alguns conceitos que poderemos usar aqui para nosso intento. Um deles é que partículas quânticas, pequeníssimas e microscópicas apresentam certos comportamentos que nos causam estranheza, como por exemplo: estar em 2 locais diferentes ...Vejam que eu não disse ao mesmo tempo... Pois se tempo e espaço são uma coisa só segundo Einstein, significa que uma partícula, ela mesma, pode estar ao mesmo outro lugar e em outro tempo. Imagine então, que ela existe hoje aqui e amanhã ou ontem ali... Espero que esteja claro que o tempo, está na física, mas não é da física... e a forma como o conhecemos através de dia, noite, relógio etc são intenções da mente para a organização humana, nada mais... 

Ora, então em um mundo microscópico quântico assombrado, o meu fantasma pode ser a mesma partícula no passado mas que coexiste em meu presente... E , se isso elevado ano nível macroscópico, falando de pessoas, talvez exista um pequena relação com esta possibilidade. Em outras palavras, o fantasma que eu vejo hoje, pode ser na verdade uma pessoa que ali vive no passado mas está em outro lugar e tempo ao mesmo tempo...e , infelizmente no meu, frente à mim. E talvez, seguindo esta relação de existência, você possa ser o fantasma de alguém no passado ou no futuro...

 Mas então quando e porque isso está mais propenso a acontecer? Creio que porque pessoas que vivem muito tempo em um lugar, com rotinas ou hábitos no local, com energias de amargura, ressentimento, trauma ou ódio podem, e alguma forma, marcar o seu espaço tempo, de tal forma que criem um estado quântico perturbado com os poderes ocultos da mente... e assim, perturbar, outras épocas, mas muitas vezes atreladas ao mesmo local... E, estas possibilidades, explicariam talvez estes fenômenos... 

Não vamos estressar o tema por aqui e é claro, ainda assim, restariam muitos fenômenos que não podemos explicar... A não ser pelos fatores de um Mundo Oculto.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Energia e o Oculto



É muito comum usarmos o palavra 'Energia' para inumeráveis ocasiões. No entanto, poucos teriam a mínima ideia de seu conceito ou do que representa no mundo físico e que margem nos deixa interpretação de fenômenos metafísicos, espirituais, existenciais, etc. Diria até, que assim como os números estão para a matemática a 'Energia' está para a Física e pode ser considerada, se assim for,  uma das maiores invenções do gênio humano, pois sua natureza pode ser tão bem aplicada à quase todos os fenômenos e investigações físicas e metafísicas.



Encontramos na física 'Energia' como uma grandeza que se conversa ou cuja soma se mantêm constante nos limiares  da transformação de uma forma de energia em outra. No mundo metafísico e místico há abordagem de energias não conhecidas ou não científicas aos poderes ocultos e da mente humana. De qualquer forma, o termo se aplica muito bem à explicar quase tudo.

Vamos investigar algumas linhas de raciocínio e tentar entender a 'Energia" sob estes diferentes prismas...

Na Física, o conceito de energia pode simplesmente ser enunciada como "uma grandeza que se conserva...". Em miúdos, todos os fenômenos físicos envolvem algum tipo transformação de um tipo de energia em outro. Não é uma grandeza que surge do nada (a princípio). Por exemplo, a energia potencial de uma queda d´água em uma hidrelétrica, se transforma em energia sonora (barulho da queda) e energia cinética (movimento das turbinas) e essa última induz um campo magnético e se transforma em energia elétrica, que por sua vez, perde energia térmica nas fiações até nossa casa (por exemplo, dissipando calor) e o que sobra para usamos nas casas e indústrias para transformar em novas formas de energia... Bem, o céu é o limite para esta continuidade de transformação de energias. Imagine isso aplicado ao que comemos, isto é, usando este conceito de transformação de energia... os alimentos que ingerimos para nos nutrir são 'quebrados' por reações químicas que nada mais são do que trocas de energia em nível atômico para serem liberadas ou absorvidas ao se quebrar ou formar novas moléculas vitais para todos os processos do físico-químicos necessários à manutenção do corpo. Pense agora no alimento, que também absorveu nutrientes da terra e trocou inúmeras vezes energia para compor sua constituição, seja esta matéria proveniente do solo, de um dinossauro que deixou seus átomos e moléculas por perto, ou até mesmo pela formação do planeta, nosso sistema solar, nossa galáxia, do universo que conhecemos em si... Ou como dizem, somos pó de estrelas, assim como tudo que interagimos ou ingerimos...

Não vamos enumerar aqui as centenas de aplicações e os tipos de energia ditados pela física, mas vamos além disso... tentar encontrar nos limiares da imaginação as margens que nos deixa esse complexo conceito.

No mundo das experiências espirituais e até corpóreas é comum ouvirmos falar em energia, mas porque diferentes culturas em diferentes lugares e tempo  tentam dar explicação ao seu uso para experiências transcendentes? Que elementos podemos enumerar para este prisma da 'Energia'? Bom, um grande elemento que contribuiu, em meados de 1900, para nos dar um suporte científico para tal investigação foi a tão famosa equivalência massa/ energia de Albert Einstein 'E = m. c2', na qual massa e energia não são mais entes físicos separados, mas são a mesma coisa... Sendo assim, tudo o que existe, de uma forma ou de outra é massa e energia ao mesmo tempo.... e como energia se conserva e pode ainda ser transformada em diferentes formas de energia, por que não olharmos para o horizonte e enxergar um mar de possibilidades para explicar as energias metafísicas e abordadas no estudo do oculto.

Usando esta relação de massa/ energia podemos investigar diferentes possibilidades para abordar o tema sobre as energias transcendentes, ou seja, aquelas que dão cunho à interpretação de que existem mas não pela ciência mensurável e convencional. Convencional, porque aquilo que não se pode provar nem medir por métodos científicos não se encaixam nos blocos da ciência. No entanto, o que devemos nos lembrar é que não podemos medir sentimentos, sensações, percepções e,  desta forma, não podemos falar de energias transcendentes na ciência, mas não podemos negar o fato de que elas existem, estão no mundo e na consciência. 

Na evolução da ciência, século 16 com Galileu Galilei, a ciência deixou de considerar qualquer experiência humana em consideração somente ao método científico, de medir e provar. No entanto, as experiências metafísicas de paranormalidade, clarividência, percepção extrassensorial, sensações e percepções não deixou de existir. Pelo contrário, tivemos ainda por um certo tempo, sua prática, exercida às escondidas e sem exposição à inquisição e aos meios acadêmico ortodoxos. Exemplo disso, foi a Alquimia, cujas receitas de se transformar metais em ouro tinha como plano de fundo o elemento chave da Pedra Filosofal e que poderia ser não só uma substância mágica, mas algum tipo de energia desconhecida, cósmica, transcendente e catalizadora do processo de transformação. Sabemos hoje, que sem a Alquimia não existiria a Química, mas sabemos também que reações nucleares podem ocorrer e transmutar um metal em outro, desde que com a energia correta. Então, porque não, se verdade for, que grandes alquimistas como Nicolas Flamel, não teriam conseguido achar estas energias ocultas de alguma outra forma da ciência convencional?

Sabe-se que em casos raros, pela parapsicologia, que o fenômeno como a telecinese (movimentação de objetos pela mente)  pode dar margem à algum tipo de iteração não física e cuja energia existe em potência na capacidade da mente pouco explorada. Assim também, podemos lembrar de forças super-humanas em momentos de desespero, como uma mãe que levanta um carro ao ver um filho prezo em baixo dele. 

Bom se até aqui eu não convenci de que existem energias ocultas, as quais não compreendemos, vamos voltar à ciência, já que está mais acostumado e preso ao método. Então, vou te falar que a Física Quântica e amarrar tudo.

Esta ciência fala em possibilidades, então só vou ilustrar aqui alguns casos curiosos ou até bizarros que dão margem à estes fenômenos ocultos... 1) Um objeto quântico pode estar em 2 lugares ao mesmo tempo ; 2) Um objeto quântico relacionado à um outro, ao se mudar o estado do primeiro, muda-se imediatamente, à qualquer distância do universo, o estado deste outro (princípio da correlação); 3) O objeto quântico que eu vejo é só uma possibilidade de existência, mas há outras possibilidades de manifestação para àquele mesmo...

Então imagine agora que nosso universo inteiro passou a ser um quarto fechado... Pelo enunciado (1) a possibilidade de eu existir lá em dois lugares não é nula; isso pode dar margem ao fenômeno de bilocação, assim como grandes médiuns e avatares forma vistos em 2 lugares ao mesmo tempo? Pelo enunciado (2), se a alteramos os estados de consciência, podemos estar alterando no nível quântico o estado de algum objeto de em um tal nível de manifestação que o resultado possa refletir em um objeto aparecer ou mover-se de lugar... pois se este nível mental nos traz resultados de correlação entre o objeto pensado e o movimentado, ou seja, isso pode explicar a telecinese? Pelo enunciado (3), se há a possibilidade de algo existir em meu quarto, também há a de não existir...sendo assim, eu existo e não existo em meu universo, como se o não observado, não pudesse ser negado, como se eu pudesse estar vivo ou morto... e talvez este último, não poderia explicar os fantasmas, espíritos, etc como uma possibilidade de manifestação de outra época ou de outro lugar de um universo paralelo que não o além? 

Eu diria que tudo isso é possível: bilocação, telecinese e aparições... no entanto, como possibilidades do universo... mas como este é inimaginavelmente grande... poderíamos provar melhor se ele fosse do tamanho de um quarto. E mesmo não sendo pequeno como nosso exemplo, nada impede que os alcances de correlação possam ocorrer próximos de nós ou ao nosso lado, mas é raro.

Mas eu não amarrei as ideias ainda certo? Bom, então é o seguinte... Se a mente pode em certos estados de graça, fé ou de energias psíquicas alterar e manifestar estas coisas em nosso mundo real, então; de alguma forma existem... mas são raras pois permeiam em possibilidade em nosso universo, mas nosso universo também é pode ser aqui por perto, ao lado e podem ocorrer... Mas você ainda se pergunta, que estados são estes? Não sabemos, mas sabemos que para a mente não há diferença em pegar um objeto e pensar pegar um objeto, pois as mesmas áreas são acionadas em ambos os casos. Se assim é, será que há troca de energia com o mundo de fato em nossos pensamentos? Sabe-se, por exemplo, que um mestre em artes marciais ou um atleta podem treinar muito bem seus golpes ou saltos apenas com pensamentos precisos e concentrados....Talvez existam estados de graça ou energia conhecidas pelos grandes mestres como Jesus, que com um toque de mãos curava um enfermo e materializava isso através do amor, do bem... Os milagres são um exemplo puro de estado de sentimento de fé.... que não é medido pelo método científico mas pode existir energias deste tipo.

Então, creio que emitimos estas energias boas de sentimentos, mas nem sempre as controlamos ...e assim, podemos sim, transparecer estados de graça que afetam não só o universo material como também pessoas, outras mentes.... E se energia é o mesmo que massa, nada prova que isso possa ocorrer somente na velocidade da luz... e ainda, embora as ações humanas não possam ocorrer nesta velocidade... e o pensamento, pode? Sim, o pensamento pode se manifestar à velocidades acima da  'da luz'... e ainda, se estas energias existem, podem agir em correlação com o mundo material e dar margem aos fenômenos ocultos sobre energia que queríamos mostrar.

Mas o universo é dual, tem os que a praticam para o mal, tem energias ruins em ambiente e pessoas que não nos fazem bem, em casas mal assombradas com fiações antigas e mal feitas acumulam energia estática campos magnéticos que  podem causar em nosso cérebro percepções de insegurança e medo, ruídos, energias de entes que ali viveram no passado, mas aí é outra história... do oculto.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Números... o que são?




Os números estão tão presentes em nossa civilização e em nosso cotidiano e, no entanto, pouco paramos para nos preocupar com o que estes 'seres matemáticos' realmente são. Pensamos apenas em acumular quantidades cada vez maiores de bens e com os valores impressos nas moedas, atribuindo ao número um valor meramente monetário, um verdadeiro poder, e quase mágico atribuído à quantidade a que representa. Esquecemos a valor qualitativo e misterioso que os números podem nos revelar como testemunhas do infinito.

Lembrei-me da passagem de Antoine Exupéry em O pequeno Príncipe " Se você diz às pessoas crescidas: "Eu vi uma bela casa, de tijolos cor-de-rosa, com germânios na janela e pombos no telhado..." elas não conseguem nem imaginar esta casa. É necessário dizer-lhes - "Eu vi uma casa de cem mil francos". Então elas exclamam - "Como é bonita". Então é isso a economia, a política e as ciências dependem principalmente de cifras, mas se esquecem que todas seriam inexistentes sem a presença fundamental do número. Desde que ele seja algo útil ....está bom, devem pensar... e você o que pensa?

Bem lembrei-me que uma das maiores descobertas da ciência, foi alguém que investigou o trivial... Albert Einstein, com sua teoria da relatividade colocou em xeque a noção que tínhamos de que o tempo é absoluto e sabemos que não é assim, ele é relativo e tem pessoas que ainda hoje custam a acreditar que o tempo passa mais devagar para fenômenos com grandes velocidades. Pois bem, o tempo para Einstein estava na física, como um artifício, mas não é da física. Então onde estaria o tempo? Crê-se que o mais plausível seria o conceito de Entropia, ou o sentido de que os fenômenos do universo sempre para a desordem... Exemplo: quebre um ovo... te garanto que não terá energia, nem processo no mundo capaz de você montar o ovo como em seu estado original. Mas voltemos aos números... eles estão na natureza ou são um artifício da matemática, que assim como o tempo, não nos preocupamos...? Vamos tentar esboçar um raciocínio...
Se os números estão na natureza, talvez seja pelo comportamento de padrões que encontramos nela. O formato, das flores, da estrela do mar, do náutilus, do crescimento dos galhos das árvores e de suas flores, das proporções do corpo humano, dos padrões etc. Além disso, podemos investigar a física e nos lembrar que a física quântica leva esse nome justamente porque o nome "quântica" de 'quantum' significa quantidade de algo ou pulsos discretos de energia. Se então temos quantidades que podem ser quantificadas no âmago da estrutura da matéria, este padrões podem ser seguidos até ordem macroscópicas e nos dar a sombra dos números na natureza. Outro exemplo, podemos citar o menor nível de energia do hidrogênio (n = 1) é cerca de -13.6 eV. O próximo nível de energia (n = 2) é -3.4 eV. O terceiro (n = 3), -1.51 eV, e assim por diante...

No entanto, se os números não estão na natureza... Estão na nossa necessidade de limitar os fenômenos para o entendermos, medí-los e criarmos padrões inteligíveis. Cansamos de ver nas escolas e faculdades, os professores nos ensinando os malditos 'casos ideais' como: lançamento de um corpo sem resistência do ar, um bloco que desliza sem atrito, etc. No entanto, embora são imprescindíveis para podermos estudar, sabemos que nunca chegaremos perto da realidade dos fatos. Então o que fazemos é medirmos, e medir, frequentemente é conhecer mal, uma vez que estamos comparando com alguma coisa ou escala pré-determinada, uma régua, um aparelho construído por outro aparelho de medir ou calibrar, ou um dedo, um palmo, uma polegada etc. Bom mas você pode pensar...que para as medidas atuais temos aparelhos muito sofisticados e precisos, mas saiba "não se pode medir uma corda" (veja o documentário: Quanto mede um pedaço de corda? http://www.youtube.com/watch?v=cW5pU5VWH_A)

Além disso, podemos lembrar de acordo com a física atual o observador e a coisa observada não podem ser considerados separadamente, nem podemos medir com precisão a 'posição' ou 'velocidade do uma partícula' simultaneamente, pelo princípio da incerteza. No nosso exemplo do átomo quantizado, com níveis de energia pré-definidos, lembro que a estrutura do átomo tende a mudar por radiatividade ou decaimento, o que pode comprometer uma natureza fixa ou definida da matéria e nos dar apenas uma foto de um caso ideal. Outro exemplo, mais simples, que não podemos encontrar os números na natureza... não se encontra o '1' em nada, pois um objeto qualquer é formado por inumeráveis partes e assim sucessivamente, nem o '2' ou o '3'....que são verdade somente se o antecessor existir. Então se os números não estão na natureza, onde estão? Quem sou eu para responder isso, mas vamos buscar umas pistas... 

A preocupação com a essência das coisas não é nova e perturbou sábios e filósofos em todas as épocas e as questões mais importantes e mais complexas do pensamento humano pode ser resumida em um conjunto de três elementos:  0, 1, ∞ , isto é: o nada, o ser e o infinito. Veja que não mais estamos falando do número no sentido material ou quantitativo, mas filosófico, mental... Pense que uma música, ou um quadro ...são padrões matemáticos de precisos comprimentos de onda ou de pigmentos que os determinam respectivamente, mas a experiência de ouvir uma música, se impressionar ou se emocionar com qualquer um deles não está na quantidade que representam mas na qualidade que nos representam, e para cada um, de forma diferente... Assim, não separamos a investigação de nós mesmos, de nossa mente...e por isso, temos diferentes interpretações para este inestimável e complexo conjunto ao longo da história, desde a escola pitagórica, a tradição judaica da Cabala, os teólogos, os alquimistas...até obras famosas de Jean Paul Satre, O Ser e o Nada...até eu e você...

A explosão da unidade, ou a passagem do '0' para o '1' é uma operação astronômica e assustadora. Se considerarmos o '1' dividirmos em infinitas ∞ partes, tenderemos a ter nenhuma ou '0' partes. Então a relação pode ser escrita: ' 1 = 0 . ∞ ', ou seja, o 'primeiro germe do ser' é igual à multiplicação de  'nada' pelo 'todo'. Deixando mais poético: "No princípio não havia nada, no entanto, um número infinito de possibilidades ainda não manifestadas... então, da interação do nada com o caos de possibilidades, surge um princípio, o ser...a primeira manifestação...". Agora vou te lembrar algumas cosmogonias sobre a criação do universo: na cosmogênese grega dizia-se que no princípio só havia o caos e deste caos surgiram as coisas; no hinduísmo, para explicar a criação a partir do 'nada' fala-se de uma força chamada 'Bindou' no qual o 'nada' ou '0', indefinido, contém em potencial o infinito que preexiste necessariamente ao '1' e a qualquer múltiplo de '1'; na Astrofísica, fala-se sobre a hipótese do átomo primitivo e da expansão do universo, etc... e por fim, vale lembrar que número (do grego némô) significa dividir. Então veja que encontrar os números não é tarefa fácil, pois deve-se espiá-los materialmente, pela física, como multiplicação do '1' ou metafisicamente, com a divisão do '1'...vamos adiante com isso.

Se existem os números pela multiplicação  do '1', há uma lei que rege o dinamismo dos números, procedendo da unidade, cada número 'aspira' à unidade, assim, cada número, atraindo seu superior 'acrescenta-se' uma nova unidade e cria um novo número. Assim do 'Um' para o 'Múltiplo' corresponde ao processo ou ao dinamismo da criação, à evolução material, mas à involução espiritual ao se afastar da unidade, do ser perfeito e único em si. No entanto, se existem números do movimento do 'Múltiplo' para o '1', corresponderia ao dinamismo da reintegração e evolução do ponto de vista espiritual mas do ponto de vista material uma involução. (Isso me faz lembrar da teoria do Big Bang... se existiu algo primordial, do qual surgiu todo o universo como o conhecemos...seria um exemplo do '1' para o infinito '∞'... mas também existe a teoria do Big Crunch, da qual o universo colapsaria pela gravidade, voltando ao ponto primordial...o que seria um exemplo do infinito '∞' para o '1'.) Então veja que o conceito da criação e reintegração pode ser um conceito atual mas também foi no passado a imagem dos fenômenos do universo. 

O 'Selo de Salomão', presente na bandeira de Israel, por exemplo, e um dos símbolos mais conhecidos do esoterismo relata estas idéias. O vértice é formado por um ponto único. Ao lado oposto é constituído por uma infinidade de pontos. Um triângulo permite, portanto, visualizar esse desenvolvimento do '1' para o infinito '∞' e do infinito '∞'  para o a unidade '1'.

Portanto, vemos que podemos nos perder nas interpretações e teorias, e podemos somente passar pela sombra de o que realmente são os números ou tratá-los como um dos mais belos artifícios já criados ou ainda... se estão na física, como um resultado movimento da unidade e da criação...se estão na mente, são a reintegração espiritual, a parte de um Deus, o Um supremo, fonte da harmonia universal... 

Mas uma coisa eu sei, não são apenas uma linguagem ou símbolos que aprendemos na escola...
Não tem limites pensar sobre os números, as teorias matemáticas, as geometrias... mas são tão ricos a ponto de poder gerar toda nossa ciência, filosofia ou interpretação do universo... então nos vale perguntar ao menos uma vez na vida sobre eles... e como os pitagóricos, como ação no mundo e no homem, no microcosmo e no macrocosmo, espiritual e material...

Então ao menos nos perguntamos uma vez na vida... algo que tem mérito para um mundo oculto